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8º Festcine Goiânia. A partir de 18/7 no Centro Municipal de Goiânia Ouro

Abertura do festival de cinema tem mostra em homenagem ao falecido cineasta goiano Luiz Eduardo Jorge

O cinema do Centro Municipal de Goiânia Ouro será reativado a partir do dia 18 de julho, quando recebe o 8º Festcine Goiânia. O festival, criado em 2005, na gestão do prefeito Iris Rezende, foi retomado pela Prefeitura após cinco anos paralisado. A programação da edição especial, que segue até 15 de dezembro, conta com a exibição de filmes em mostras especiais, lançamentos, oficinas, palestras e homenagens , que farão uma retrospectiva do renomado festival.

A primeira mostra do festival será em homenagem ao cineasta goiano Luiz Eduardo Jorge, falecido em maio deste ano. Serão 10 filmes consagrados do documentarista, que ficarão em cartaz até o dia 31 de julho, com três sessões diárias, às 12h30, 15h e 20h, com entrada gratuita.

Histórico
A produtora executiva e diretora geral do festival, Débora Tôrres, conta que o Festcine já nasceu como o maior festival de premiação de cinema do Brasil, com um total de R$ 171 mil em prêmios. No ano seguinte, perdeu a posição apenas para o Festival de Brasília, o mais tradicional do País. Em 2007, com o surgimento do Festival de Cinema de Paulínia, com mais de R$ 5 milhões por ano, o evento goiano passou para a terceira posição em premiação de mostras competitivas cinematográficas.

Nos sete anos de festival foram R$ 2,445 milhões em premiações, sendo R$ 1,3 milhões destinados para produções goianas. Ao todo, foram exibidos 89 longas metragens brasileiros e 121 curtas goianos de ficção, documentário e animação, 247 vídeos universitários e 125 vídeos caseiros nas mostras competitivas do festival, que também estimulou a produção de 30 curtas através de edital que precedia o festival . “Neste ano não teremos a mostra competitiva, mas a ideia é debater com a classe um novo formato, para resgatar toda essa grandiosidade, atendendo também a demanda que surgiu neste período de paralisação, como um anseio por uma mostra competitiva também para os longas goianos”.

O Festcine realizou mais de 82 oficinas para a classe e escola municipais em suas edições, com a finalidade de capacitar tecnicamente interessados no “fazer cinematográfico”, leigos, cineastas, universitários e alunos da Rede Municipal de Ensino, que geraram uma produção total de 145 vídeos escolares.

O festival também contemplou o lançamento de mais de 30 livros com temáticas cinematográficas, além de outros eventos paralelos as mostras, como Encontros Nacional, Estadual e Regional do Congresso de Cinema Brasileiro, Cineclubes e ABDs, conferência do Sindicato de Cinema, palestras e debates.

Palestras

Duas palestras já estão agendadas dentro da programação da 8ª edição do Festcine. A primeira, “O Cinema presente e seu futuro”, dia 8 de agosto, será ministrada pelo jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho. No dia 9 é a vez do ator e cineasta Germano Pereira com “Ler, Escrever e Adaptar (para o cinema e para a televisão)”.

As inscrições para ambas serão abertas a partir do dia 21 de julho, através do site do festival www.festcinegoiania.com .

Serviço

8º Festcine Goiânia – Edição Especial 2017

Abertura oficial: 18 de julho de 2017.

Exibição do Filme Krakö, Os Filhos da Terra.

Horário: 19h30

Local: Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro (Rua 3, esquina com Rua 9, Centro)

Entrada franca

Mostra Homenagem In Memoriam de Luiz Eduardo Jorge (Parceria com a PUC Goiás)

De 18 a 31 de julho de 2017.

Programação:

19 DE JULHO
12h30 KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA-
15h00 KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA
20h00 BUBULA, O CARA VERMELHA

20 DE JULHO
12h30 BUBULA, O CARA VERMELHA
15h00 BUBULA, O CARA VERMELHA
20h00 PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

21 DE JULHO
12h30 PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE
15h00 PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE
20h00 ANTECIPANDO O ABSURDO

22 DE JULHO
12h30 ANTECIPANDO O ABSURDO
15h00 ANTECIPANDO O ABSURDO
20h00 CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

23 DE JULHO
12h30 CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE
15h00 CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE
20h00 VERMELHO NEGRO

24 DE JULHO
12h30 VERMELHO NEGRO
15h00 VERMELHO NEGRO
20h00 VENTOS DA HISTÓRIA

25 DE JULHO
12h30 VENTOS DA HISTÓRIA
15h00 VENTOS DA HISTÓRIA
20h00 ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA

26 DE JULHO
12h30 ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA
15h00 ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA
20h00 SUBPAPÉIS

27 DE JULHO
12h30 SUBPAPÉIS
15h00 SUBPAPÉIS
20h00 CAVALHADAS

28 DE JULHO
12h30 CAVALHADAS
15h00 CAVALHADAS
20h00 PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE

29 DE JULHO
12h30 VERMELHO NEGRO
15h00 ANTECIPANDO O ABSURDO
20h00 CÉSIO 137: O BRILHO DA MORTE

30 DE JULHO
12h30 OS VENTOS DA HISTÓRIA
15h00 SUBPAPÉIS
20h00 Rosa, uma história brasileira

31 DE JULHO
12h30 PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE
15h00 BUBULA, O CARA VERMELHA
20h00 KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA

Sobre os filmes da Mostra:

KRAKÖ, OS FILHOS DA TERRA
Ficha técnica:
Documentário – 18’ – 16mm – Color – Brasil – 1993
Direção: Luiz Eduardo Jorge
Produção: IBRACE
Co-Produção: Comunidade Indígena KRAHÖ
Sinopse :
O filme narra antropologicamente o cotidiano dos índios KRAHÖ, suas experiências culturais e históricas. Aborda a dualidade vida/morte, história/violência e sobrevivência, com base na retomada da discussão sobre o processo migratório e o massacre sofrido em 1940 e dos rituais PORTI e do POR’KAHOK . O PORTI marca a passagem da estação chuvosa para a estação seca e, simultaneamente, a passagem do governo da aldeia entre as metades sazonais KATAN’JÊ, que governa a estação chuvosa e a WAKMÊ’JÊ que governa a estação seca. O POR’KAHOK é uma cerimônia pós-funerária que ocorre após meses de luto, na qual os parentes do falecido celebram de modo intenso as últimas homenagens ao MÊKARON (espírito) e, especialmente, finalizam o luto. Este ritual marca o momento em que o falecido passará, definitivamente, segundo as crenças KHAHÖ, a habitar a sociedade dos mortos.

BUBULA, O CARA VERMELHA
Ficha técnica:
Documentário – 27’ – 16mm – Color/ P&B – Brasil – 1994
Direção- Luiz Eduardo Jorge
Argumento e Roteiro – Luiz Eduardo Jorge
Produção –IGPA/UCG
Direção de Produção: Sérgio Martinelli
Fotografia: Eduardo Guimarães e Vicente Rios
Imagens de arquivo: Jesco Von Putkamer
Sinopse:
O filme mostra, em metanarrativa, a trajetória histórica da documentação do cineasta e fotógrafo Jesco Von Putkamer durante quatro décadas na Amazônia Brasileira, com registros inéditos dos sertanistas irmãos Vilas Boas nos primeiros contatos de “atração” com povos indígenas isolados.

PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE
Ficha Técnica:
Documentário – 21’ – 16mm – P & B – Brasil – 2001
Direção: Luiz Eduardo Jorge, Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina
Roteiro: Luiz Eduardo Jorge
Fotografia: Kim-Ir-Sem, Waldir de Pina
Edição – Roberto Pires
Som direto – Waldir de Pina
Direção de arte: Luiz Eduardo Jorge
Sinopse:
PASSAGEIROS DA SEGUNDA CLASSE é um olhar cinematográfico humanizado no interior de um espaço manicomial, Hospital Psiquiátrico Prof. Adauto Botelho, onde os pacientes segregados são submetidos ao abandono, eletrochoque e miséria absoluta, sendo transformados em verdadeiros lixos humanos. O filme foi rodado em 1986 e finalizado em 2001, mas a sua primeira versão foi disponibilizada e divulgada pela movimento antimanicomial.

ANTECIPANDO O ABSURDO
Ficha Técnica:
Documentário – 5min45seg. – Digital – Color – Brasil – 2001
Direção – Luiz Eduardo Jorge
Fotografia – Gel Messias
Consultoria científica – Júlio de Oliveira Nascimento
Edição – Tiago Mendonça e Pedro Leal
Sinopse:
Mostrando o interior de um presídio de segurança máxima em Goiânia, o filme denuncia a decisão do Estado de inaugurá-lo como Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em 2000. ANTECIPANDO O ABSURDO foi peça fundamental para o reconhecimento das autoridades e mobilização da opinião pública que culminou com a interdição do Hospital de Custódia em 2001. O filme engaja-se na luta política da Psicologia brasileira em torno do tema “ medida de segurança máxima não pode se tornar prisão perpétua”. Associando imagens em plano sequência das grades e dos muros a gemidos e gritos reais colhidos de pacientes internos de um extinto Hospital Psiquiátrico, o filme mostra o que seria a agonia de seus futuros ocupantes, daí o título “Antecipando o Absurdo”.

CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE
Ficha Técnica:
Documentário – 24’ – Digital – Color – 35mm – Brasil – 2003
Direção e Roteiro: Luis Eduardo Jorge
Produção Executiva: Laura Pires
Edição: Laura Pires, Luis Eduardo Jorge
Som Direto: Wesley Paulino de Melo
Pesquisa de Imagens: Ana Claúdia
Assistente de Produção: Bruno Jorge de Souza, Fernanda Elisa C. P. Rezende
Argumento: Luis Eduardo Jorge
Assistente de edição: Emerson Messias
Still: Fernanda Elisa C. P. Rezende
Pesquisa: Fernanda Elisa C. P. Rezende, Luis Eduardo Jorge
Direção de Fotografia: Gel Messias
Mixagem: Yussef Najar Jorge
Edição de Imagens: Tiago Mendonça de Souza
Seleção Musical: Rodrigo Jorge Barroso, Thiago Jorge Barroso, Yussef Najar Jorge
Consultoria: Eliza Borges Nascimento, João Moraes Aragão, Júlio Nascimento
Estagiários: Gilberto David Filho, Gustavo de Barros Bedran, Raysa Pires
Sinopse
O filme CÉSIO 137, O BRILHO DA MORTE registra o relato das vítimas do acidente radioativo com o Césio 137, ocorrido em Goiânia, revelando 15 anos de medo, pânico, dúvida, discriminação, segregação e morte de vítimas do maior acidente radiológico do mundo, com danos irreversíveis a vidas humanas e ao meio ambiente.

VERMELHO NEGRO
Ficha técnica:
Documentário – 22’- Digital – Color – Brasil – 2005
Direção- Luiz Eduardo Jorge
Pesquisa e Produção – Elianda Figueiredo Arantes Tiballi
Fotografia – Gel Messias
Montagem e Edição – Juliana Corso
Sinopse:
Um filme documentário que registra a sabedoria, a arte e o modo de vida de carvoeiros que, em condições subumanas, produzem o carvão vegetal. São relatos de vida e de esperança e, ao mesmo tempo, uma denúncia do trabalhador que olha o espectador através da câmera e, neste olhar que revela a sua humanidade e a condição do excluído.

VENTOS DA HISTÓRIA
Ficha Técnica:
Documentário – 80’- Beta/Digital – Color – Brasil – 2005.
Direção: Luiz Eduardo Jorge
Pesquisa e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi
Produção e Cenografia: Elianda F. A. Tiballi e Izildinha G. L. Figueiredo
Fotografia: Waldir de Pina e Adriana Andrade
Direção de Fotografia: Waldir de Pina
Som direto: Fernando Cavalcante
Trilha sonora – Cine Music Group
Montagem: Aline Nobrega
Edição e finalização: Juliana Corso
Figurino: Izildinha G. L. Figueiredo
Sinopse:
VENTOS DA HISTÓRIA é uma produção cinematográfica documental permeada por cenas épicas das lembranças do cotidiano, dos sentimentos e das crônicas vividas e guardadas na memória centenária dos habitantes de Palmeiras de Goiás. As narrativas de alguns antigos moradores do município são cenas que sopram como vento que limpa a superfície, revelando o lastro da história que deu origem à cidade e sustentou a trama cultural de seus habitantes.

ROSA, UMA HISTÓRIA BRASILEIRA
Ficha Técnica:
Documentário – 24’ – Digital – Color/P&B – Brasil – 2009
Direção: Luiz Eduardo Jorge
Produção: Frederico Mael, Nilson Monteiro Néri
Fotografia: Januário Leal, Taquinho, Diogo Garcia
Montagem: Frederico Mael, Maria Najar Jorge
Sinopse:
O filme retrata a história de uma mulher guerreira e humana que aos 18 anos de idade integra-se à militância política contra o regime militar brasileiro nos anos de 1960. Movida por justiça e igualdade social e, mesmo depois de tanta violência sofrida, manteve-se íntegra e vitoriosa em seus ideais diante do processo que fez desaparecer vários personagens da história brasileira.

SUBPAPÉIS
Ficha técnica
Documentário – 18’ – Digital – Color – Brasil – 2008
Direção e Roteiro: Luiz Eduardo Jorge
Assistente de Direção: Mariana Najar Jorge
Pesquisa e Produção: Elianda Figueiredo Arantes Tiballi
Assistente de Produção: Frederico Mael
Fotografia: Januário Leal
Montagem e Edição: Juliana Corso
Sinopse:
SUBPAPÉIS é um mergulho nas profundezas da reciclagem do lixo urbano, através do trabalho desumano, que resgata o meio ambiente dando vida ao mundo do consumo. Na contradição da desigualdade social o mercado de objetos reciclados revela o “subpapel” que cabe ao “catador de papel” que trabalha recolhendo lixo nas ruas.

CAVALHADAS
Ficha Técnica
Documentário – 48’- Beta/Digital – Color – Brasil – 20013.
Direção: Luiz Eduardo Jorge
Roteiro: Hélio de Figueiredo Arantes
Roteiro Adaptado: Luiz Eduardo Jorge e Elianda F. A. Tiballi
Produção: Elianda F. A. Tiballi
Fotografia e Câmera: Waldir de Pina e Adriana Andrade
Som Direto: Fernando Cavalcante
Edição: Juliana Corso
Sinopse:
CAVALHADAS é uma produção cinematográfica que documenta os bastidores, o enredo e o brilho da encenação teatral de uma expressiva tradição cultural brasileira herdada de Portugal e Espanha. As Cavalhadas representam as Cruzadas, movimento militar desencadeado na transição dos séculos VII e VIII para a expansão do Império Cristão na guerra contra os Mouros e sua conversão ao cristianismo, sob o comando do Imperador Carlos Magno. Esta tradição surgiu no Brasil-Colônia no decorrer do século XVII e foi difundida, principalmente, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil e, desde então, esta manifestação cultural tornou-se um grande acontecimento popular, envolvendo estas regiões no sentimento de pertença e de identidade com as origens, a história e a cultura brasileira.

Janda Nayara, da editoria de Cultura

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