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Eleito, Bolsonaro diz que vai unir e ‘pacificar’ o País

Candidato do PSL teve 57,7 milhões de votos; em discurso após confirmação do resultado, se afirmou comprometido com a liberdade, a Constituição e novas reformas

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito ontem presidente do Brasil ao derrotar no segundo turno o candidato do PT, Fernando Haddad. Aos 63 anos, Bolsonaro chegou ao posto máximo da República apoiado por 57,7 milhões de eleitores, que lhe deram cerca de 55% dos votos válidos, ante 44,8% (47 milhões de votos) alcançado pelo presidenciável petista.

Após ser confirmado como o 38º presidente eleito democraticamente no País, o deputado fez um discurso à Nação de compromisso com a liberdade, com a Constituição e com reformas. “Liberdade de ir e vir, liberdade política e religiosa, liberdade de opinião”, disse Bolsonaro, cuja campanha foi marcada pelo antipetismo e uma retórica agressiva contra os opositores. O presidente eleito participou de uma oração antes de ler o discurso, marcado por citações bíblicas e a Deus.

Mais tarde, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, fez uma manifestação mais clara a favor de reunificação do País. “Vou buscar pacificar o nosso Brasil. Nós vamos pacificar. Sem eles contra nós ou nós contra eles. Nós temos como fazer políticas que atendam o interesse de todos”, afirmou Bolsonaro, que durante a campanha foi alvo de um atentado a faca. O candidato do PSL triunfou na disputa presidencial após quebrar tabus e romper paradigmas consagrados pelo marketing eleitoral. Trata-se do terceiro oficial do Exército brasileiro a ser eleito para o cargo.

Em seu pronunciamento, Haddad procurou se colocar como líder da oposição e alternativa eleitoral em 2022. “Vamos continuar nossa caminhada e nos reconectando com as bases”, disse. “Daqui a quatro anos, teremos uma nova eleição.”

Ministério

A lista com os 50 nomes da equipe de transição estava quase fechada quando Jair Bolsonaro determinou novo toque de recolher na campanha e avocou para si a tarefa de escolher cada um dos aliados que farão parte de seu primeiro time de governo. A decisão pegou alguns do grupo de surpresa, mas foi vista apenas como recuo estratégico. No entorno de Bolsonaro, há poucas dúvidas sobre o time que, ao lado presidente eleito, emergirá ao poder.

O núcleo duro de Bolsonaro é composto por aliados de longa data e outros conquistados mais recentemente, já no curso das tratativas rumo à disputa eleitoral. Diferentemente de outros candidatos, o presidente eleito tem um núcleo político robusto dentro de casa.

Levados à política pelo pai, o senador eleito Flávio, o vereador Carlos e o deputado federal Eduardo – os três primeiros dos cinco filhos de Bolsonaro – contam com a confiança do presidente eleito e compõem seu grupo mais próximo.

Fora do círculo familiar, quatro personagens detém atualmente inegável influência no entorno do militar. O advogado Gustavo Bebianno, presidente interino do PSL, conheceu Bolsonaro apenas em 2017 após inúmeras tentativas de aproximação, mas hoje é peça central nas articulações políticas do grupo bolsonarista. É cotado para compor o ministério do governo.

Até pouco tempo neófito no mundo político, o economista Paulo Guedes foi apresentado a Bolsonaro em novembro do ano passado e uniu-se ao grupo oficialmente neste ano. Tornou-se fiador de seu projeto liberal e muleta de primeira quando o assunto na campanha se voltou para a economia.

Também apontados como ministros, outros dois nomes completam o primeiro time: o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que assumirá a Casa Civil, e o general da reserva Augusto Heleno, convidado para a Defesa. Com Heleno, a relação remonta à década de 1970, quando se conheceram na Academia Militar.

Fonte: O Popular

 

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