Pesquisadores conseguem desbloquear celular com digitais de homem morto

Recentemente, ficamos sabendo que a polícia dos EUA pediu que uma equipe de especialistas criasse dedos baseados nas digitais de um homem morto. A ideia era desbloquear o Smartphone do individuo e ter pistas de seu assassinato. Pois bem, eles conseguiram ter acesso ao aparelho.

O anúncio foi feito no dia primeiro de agosto de 2016 pela Universidade do Estado de Michigan. Lá, a equipe do professor Anil Jain conseguiu o feito de desbloquear o Smartphone com sucesso, baseando-se apenas em um registro de impressões digitais da polícia.

Testando diferentes métodos

Num primeiro momento, a equipe de pesquisadores considerou criar dedos em 2D e 3D baseados nas digitais captadas do homem, quando foi preso em uma ocasião anterior.

“As digitais que eles nos deram eram apenas tinta no papel, e isso não tem uma propriedade condutora”, disse Jain à NPR. “Então, a primeira coisa que tentamos foi imprimir as digitais com um papel especial condutor, como um papel fotográfico.”

Nenhuma das técnicas funcionou. Porém, a equipe do professor Jain resolveu trabalhar em melhorar as réplicas 2D por ser mais barato e mais prático.

O processo de aperfeiçoamento incluiu o uso de um algoritmo que os ajudou a preencher as cristas interrompidas e depressões das digitais do homem morto, para criar um circuito elétrico, da mesma forma que impressões digitais de pessoas vivas têm.

O pesquisador Kai Cao, da equipe do professor Anil Jain, exibe a digital captada pela polícia (esquerda) e a digital melhorada por algoritmo (direita). Foto por Derrick L. Turner/Michigan State University

De acordo com Jain, os leitores de impressão digital de Smartphone precisam detectar uma espécie de atividade elétrica para desbloquear o aparelho. Por essa razão, inclusive, alguns dedos danificados não conseguem destravar o aparelho.

“Sorte nossa que este telefone não tinha um código para ser digitado após falhar algumas vezes o desbloqueio com digitais. Isso permitiu que a gente testasse diferentes impressões digitais que foram digitalmente melhoradas”, explicou o professor.

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/

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